enquanto espero
atraco os olhos nas copas das árvores, como se através delas pudesse
sorver a lama de cinzas do céu e elevar-me assim acima da poluição.

ruído branco como chuva a despenhar-se em telhados de zinco.
paz.
atraco os olhos nas copas das árvores, como se através delas pudesse
sorver a lama de cinzas do céu e elevar-me assim acima da poluição.

ruído branco como chuva a despenhar-se em telhados de zinco.
paz.
05.April.27 21:10
sinto-me feita de ar e nada me atinge pois caminho acima de todos, piso chao feito de nuvens, longe de tudo…feita de ar…inatingivel…impossivel
05.April.27 21:43
Paz…
:)
05.April.28 00:30
há quem tenha saudade do ruído da chuva sobre um telhado de zinco, porque o ruído também pode ser Paz, e o silêncio também pode ser poluição torturante…
***
05.April.28 18:32
percebo o que queres dizer (ou acho que percebo). no entanto…
não há mesmo nada como a chuva a bater num telhado de zinco. nada.
05.April.28 20:59
E consegues msm transmitir essa paz… isso é q é incrivel.. ***
05.April.29 09:23
que excelente retrato daqueles momentos mortos por entre a vida incessante da cidade.
“sorver a lama de cinzas do céu e elevar-me assim acima da poluição.” – a frase que mais gostei. mt bom.
05.April.29 10:20
Excellent shot. The tones do it for me.
05.April.29 12:10
etcetc…: fizeste um belo remate ao meu texto! obrigado.
pedro: pareço ter referido algo que despertou em ti uma vivência bem real…
lost in space: é exactamente isso. tirei a fotografia enquanto esperava que o semáforo numa passadeira ficasse verde. e o texto também é sobre esses momentos em que fico absorto e é como se me fechasse num mundo só meu, bem acima da futilidade de uma cidade inteira.