deitados no chão,
onde a frescura se pressente maior. a cidade trancada lá fora. fustigada pelo sol. a espaços, dilui-se o fragor do ruído dos aviões nas bandas de luz que escoam das persianas.
deixo que os olhos se fechem.
expiramos uma solidão antiga que logo se condensa, que logo decai como uma nuvem triste sobre os nossos braços despidos. os corpos despidos.
no enlevo do silêncio esquecemos decénios. imóveis. à espera que o tempo corra sem nós. que escapemos por fim à órbita da terra. que tudo o mais seja o vazio.
diáfanos. dois corpos como vasos comunicantes.

05.July.05 18:53
O momento. A fusão. A plenitude.
Muito bonita a atmosfera que criaste com as palavras. Sente-se ao ler.
Gostei!
05.July.05 19:04
:)
Deixo um sorriso porque foi isso que conseguiste despertar aqui deste lado… Muito bonito… Apetece fechar os olhos também.
Beijinho*
05.July.05 22:05
a paz.alguma.a dita.a desejada.a bela.a descrita.
muito belo.*
05.July.05 22:31
Adorei! Agora, “vasos comunicantes”??? Acabadinho de fazer exame de histologia, isso faz com que me lembre das últimas horas de stress… Mas está mesmo muito bom. Profundo, romântico e sensual…
05.July.06 09:50
Lindo.
05.July.07 20:46
muito obrigado a todos. este texto distancia-se um pouco do meu estilo de escrita habitual e foi com apreço que li os vossos comentários.
nuno: referia-me à lei dos vasos comunicantes, descrita aqui. ;)
05.July.08 12:47
eheh Eu não me referia à lei da física mas à comunicação entre vasos histológicos. Áreas diferentes;)
05.July.09 05:23
Absolutamente assustador!!!
05.July.09 12:05
chef alexandre: o que te assusta?